Ana Teresa Alves
Como a Inteligência Artificial nos pode ajudar na nossa saúde e bem-estar.
É um livro sobre a Inteligência Artificial, mas começa de uma forma muito humana. Com o prefácio da mãe de um dos autores, que conta como vendeu as suas pulseiras de ouro para comprar um computador ao filho ao ver o brilho nos seus olhos quando ele olhava para uma dessas máquinas. É uma boa maneira de nos lembrar o que nos torna humanos e como essa humanidade também tem a ver com o amor, com a nossa relação com os outros, com o que fazemos por eles e com o que eles fazem por nós.
Ao longo de todo o livro – Being in the Age of AI, A Guide to Personal Well-Being in the Era of Artificial Intelligence, de Poonacha Machaiah e Ara Suppiah – que se apresenta como um guia para o futuro, são os seres humanos e o seu bem-estar que constituem a principal preocupação dos autores. Embora nem sempre o nosso comportamento o reflita (somos bons a arranjar desculpas para não fazermos coisas), sabemos no geral que, por exemplo, o exercício físico, o contacto com os outros, a meditação, o descanso e o sono são importantes para a nossa saúde e para o nosso bem-estar no imediato e a longo prazo. E nestes aspetos a Inteligência Artificial pode ajudar-nos através de plataformas, dispositivos ou aplicações que permitem a monitorização do nosso corpo, que nos ajudam a meditar, a alimentar-nos melhor, a sentir-nos menos sós, a respirar ar mais puro, a gerir melhor as nossas emoções e até a praticar melhor o nosso desporto favorito.
Ajudar a ciência a prevenir e a curar doenças, contribuir para o nosso bem estar e tornar-nos mais felizes é o melhor que a IA nos pode dar e talvez isso a redima, se não nos esquecermos da nossa humanidade.
Being in the Age of AI, A Guide to Personal Well-Being in the Era of Artificial Intelligence, de Poonacha Machaiah e Ara Suppiah, Amplify Publishing.

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