Ana Teresa Alves
Os quatro pontos cardeais, A inusitada história da orientação.
Comprei o livro, porque foi recomendado num programa de televisão que reúne semanalmente pessoas que muito prezo, mas, ainda assim, superou em muito as minhas expectativas, porque NÃO é apenas uma história da orientação. É ao mesmo tempo uma descrição e reflexão sobre como o Norte, Sul, Este e Oeste são referidos e valorizados em várias línguas e culturas, sobre as conotações que cada um deles tem, sobre a sua importância na construção de lugares de culto, na oração e celebrações religiosas, sobre os mapas em papel e sobre a transição destes para o GPS, entre outros aspetos.
Começa por nos contar a história da fotografia conhecida como “Berlinde Azul”, tirada pelos astronautas da Apollo 17, que a NASA virou ao contrário para a conformar com a nossa geografia mental segundo a qual o Norte fica para cima, e termina questionando-nos sobre se na era dos dois pontos azuis, ou seja, na era do GPS, ainda continuaremos a precisar dos pontos cardeais.
O seu autor é Jerry Brotton, um historiador e divulgador britânico, professor de Estudos Renascentistas na Queen Mary University, Londres. Em Portugal o livro está publicado pelas Edições 70.

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