Ana Teresa Alves
Por muitos que se leia ao longo da vida, há alguns livros que nunca esquecemos. Um deles foi para mim o Homo Creator – O Génio e a Perversidade da Espécie que Dominou o Mundo. De forma muito clara explica-nos, entre muitas coisas, como as ciências e a humanidade precisam uma da outra, como os instintos e as emoções são importantes, como a natureza é nossa mãe, como muitos dos nossos medos e fobias estão inscritos no nosso património genético com origem nos nossos antepassados pré-históricos, como a cooperação foi importante para o desenvolvimento das sociedades, como os nossos sentidos são muito mais limitados do que os de alguns animais (quem me dera poder ver todas as cores que alguns animais veem…). Além de tudo isto, reduziu-me ao meu devido lugar e explicou-me porque a natureza tem sobre mim um efeito tão apaziguador, um banho no oceano um efeito tão regenerador e porque prefiro determinadas paisagens a outras. É de Edward Wilson, o mesmo de que já falei aqui a propósito do prémio literário com o seu nome. Recomendo mesmo.

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